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Resumo Biográfico: Evaristo de Moraes (1871–1939)
Antônio Evaristo de Moraes foi um jurista, jornalista e intelectual carioca, eternizado como um dos maiores defensores dos direitos humanos e sociais no Brasil. De origem humilde, construiu uma carreira marcada pela defesa incansável das classes menos favorecidas.
Os Principais Pilares da sua Trajetória:
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Ativismo e Política: Envolveu-se desde jovem nas campanhas da Abolição da Escravatura e da Proclamação da República. Mais tarde, ajudou a fundar o Partido Socialista Brasileiro. Pelas suas posições políticas firmes, chegou a ser preso em 1897 e 1924.
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A Carreira de "Rábula" a Bacharel: Iniciou a sua atuação jurídica em 1894 sem diploma universitário (como rábula), conquistando imenso prestígio pela sua eloquência. Obteve o título de bacharel em Direito apenas em 1916, já com a carreira consolidada.
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Grandes Casos Criminais: Atuou no centro de momentos históricos, com destaque para a acusação na chacina da "Primavera de Sangue" (1909), a corajosa defesa do líder negro João Cândido na Revolta da Chibata (1910) e a defesa de líderes grevistas e anarquistas (1917).
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Pioneirismo no Direito do Trabalho: Muito antes da legislação trabalhista de Getúlio Vargas, publicou Apontamentos de Direito Operário (1905). Influenciou o jurista Ruy Barbosa a abraçar a "Questão Social" em 1919 e, após a Revolução de 1930, tornou-se Consultor Jurídico do Ministério do Trabalho, ajudando a estruturar as bases da legislação laboral do país.
Fim de Vida e Legado Conhecido pela imensa popularidade no Rio de Janeiro e pelas suas ações filantrópicas de apoio a crianças abandonadas e aos pobres, Evaristo de Moraes afastou-se do governo durante o Estado Novo. Passou os seus últimos anos a lecionar Direito Penal na Universidade do Brasil, falecendo em 1939, amplamente consagrado pelas novas gerações.


